Dentro da indústria, em especial
no desenvolvimento de produto, muitas vezes é
necessário obter informações sobre
produtos e processos empiricamente.
Neste momento o trabalho das pessoas envolvidas com
o problema assemelha-se ao de pesquisadores ou cientistas
que precisam projetar experimentos, coletar dados e
analisá-los. Experimentos são empregados
para resolver problemas de fabricação,
decidir entre diferentes processos de manufatura, diferentes
conceitos de produto, entender a influência de
determinados fatores, etc... Além disso esta
tarefa torna-se cada vez mais importante na medida que
se intensifica a base tecnológica dos produtos
e as exigências governamentais e de clientes aumentando
a necessidade de emprego de experimentos durante todas
as etapas do ciclo de vida do produto.
O Planejamento
de Experimentos - (Design of Experiments, DOE)
é uma técnica utilizada para se planejar
experimentos, ou seja, para definir quais dados, em
que quantidade e em que condições devem
ser coletados durante um determinado experimento, buscando,
basicamente, satisfazer dois grandes objetivos: a maior
precisão estatística possível na
resposta e o menor custo. É, portanto, uma técnica
de extrema importância para a indústria
pois seu emprego permite resultados mais confiáveis
economizando dinheiro e tempo, parâmetros fundamentais
em tempos de concorrência acirrada. A sua aplicação
no desenvolvimento de novos produtos é muito
importante, onde uma maior qualidade dos resultados
dos testes pode levar a um projeto com desempenho superior
seja em termos de suas características funcionais
como também sua robustez.
No entanto, deve-se ficar
claro que esta ferramenta não substitui o conhecimento
técnico do especialista da empresa sobre o assunto
e nem mesmo trata-se de uma “receita” de
como realizar um planejamento. O domínio do problema
é de fundamental importância. O conhecimento
do especialista sobre o problema conjugado com a técnica
(em casos especiais somando-se ainda o auxílio
de especialistas em planejamentos de experimentos) é
que irá permitir bons planejamentos de experimentos,
ou seja, planejamentos mais rápidos (menos pontos),
de menor custo e que possibilitem aos seus idealizadores
responderem, baseado em inferência estatística,
a resposta a seus problemas.
Apesar de novas, as principais
técnicas de planejamento de experimentos já
existiam e potencialmente poderiam estar sendo sistematicamente
aplicadas na indústria desde muitos anos. Porém,
a grande maioria destas técnicas requer uma quantidade
exaustiva de cálculos tornando fundamental o
emprego dos recursos de informática. Um fator
que tem impulsionado a aplicação industrial
do planejamento de experimentos são as ferramentas
computacionais de análise estatística
e soluções corporativas que cada vez mais
facilitam a realização das análises
e manutenção e gerenciamento de dados.
Neste sentido a tendência é que tais técnicas
tornem-se cada vez mais próximas de aplicações
práticas e, portanto, cada vez mais utilizadas.
É preciso estar
claro também que, em estatística, Planejamento
de Experimentos designa toda uma área de estudos
que desenvolve técnicas de planejamento e análise
de experimentos. Há atualmente todo um arsenal
de técnicas, com vários níveis
de sofisticação e uma quantidade não
menor de livros sobre o assunto. Listamos abaixo os
tipos mais conhecidos e de aplicação mais
freqüente na indústria.
| Tipos
de Planejamento |
Tratamento em pares |
Tratamento em blocos |
Quadrado Latino |
Quadrado Greco-Latino |
Quadrado Hiper-Greco-Latino |
Experimentos Fatoriais |
| Etapas
para o desenvolvimento de um Planejamento de Experimentos |
Caracterização
do problema |
Escolha
dos fatores de influência e níveis
|
Seleção
das variáveis de resposta |
Determinação
de um modelo de planejamento de experimento |
Condução
do experimento |
Análise
dos dados |
Conclusões
e recomendações |
| Para
saber mais solicite a
visita de um executivo Qualilog.
PABX.(55)(11) 3772-3194 |
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